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Primeiro dia de quimioterapia: saiba o que você irá encontrar.

  • Foto do escritor: Raphaela Carmo
    Raphaela Carmo
  • 10 de mai.
  • 4 min de leitura

No primeiro dia de quimioterapia, é muito comum que o paciente chegue com medo, dúvidas e aquela sensação de “não sei o que vai acontecer agora”.

E tudo bem sentir isso.

A quimioterapia costuma vir acompanhada de muitas perguntas: será que dói? Posso comer antes? Vou passar mal na hora? Quanto tempo vou ficar aqui? Posso levantar? Preciso vir acompanhado?

Por isso, entender o que geralmente acontece nesse primeiro dia pode deixar o processo mais leve, seguro e menos assustador.


Antes da quimioterapia: avaliação inicial

Antes de qualquer medicação ser administrada, a equipe de enfermagem realiza uma avaliação inicial.

Nesse momento, costumam ser verificados:

  • peso;

  • pressão arterial;

  • frequência cardíaca;

  • temperatura;

  • sintomas ou desconfortos naquele dia;

  • exames recentes, quando necessário.

Essa etapa é muito importante porque ajuda a garantir que o tratamento seja realizado com mais segurança.

O peso, por exemplo, pode ser usado para conferência da dose de algumas medicações. Já a pressão, a temperatura e os demais sinais ajudam a equipe a entender como o paciente está naquele momento.


Acomodação: onde você ficará durante a quimioterapia.

Depois da avaliação inicial, o paciente é acomodado no local onde irá receber o tratamento.

Dependendo da clínica, do protocolo e da necessidade do paciente, isso pode acontecer em uma poltrona ou em uma cama.

A quimioterapia pode durar algumas horas. Por isso, é importante ir com uma roupa confortável e levar pequenos itens que ajudem a passar esse tempo com mais tranquilidade.

Durante a sessão, geralmente é possível:

  • dormir;

  • ler;

  • ouvir música;

  • conversar;

  • fazer um lanche, se estiver liberado;

  • ir ao banheiro, com orientação da equipe.

Uma dica simples, mas que faz diferença: leve uma meia ou um agasalho. Algumas salas de tratamento podem ser mais frias.


Acesso venoso: por onde a quimioterapia será administrada.

Antes de iniciar a medicação, a equipe avalia por qual via a quimioterapia será administrada.

Ela pode ser feita por um acesso venoso periférico, geralmente na mão ou no braço, ou por um cateter totalmente implantado, conhecido como port-a-cath.

O tipo de acesso depende do protocolo, da medicação indicada, das condições das veias do paciente e da avaliação da equipe.

Essa etapa é feita com cuidado, porque cada medicamento precisa ser administrado pela via adequada e com acompanhamento profissional.



Pré-medicações: por que elas são feitas? Antes da quimioterapia propriamente dita, alguns pacientes recebem medicações chamadas de pré-medicações.

Elas podem ter diferentes objetivos, como:

  • reduzir náuseas;

  • prevenir reações alérgicas;

  • diminuir desconfortos;

  • preparar o organismo para receber o tratamento.

Nem todo paciente recebe as mesmas pré-medicações. Isso varia conforme o protocolo, o tipo de quimioterapia, o histórico do paciente e a prescrição médica.

Por isso, nunca compare o seu tratamento com o de outra pessoa. Cada plano é individual.

Checagem de segurança: por que perguntam seu nome tantas vezes? Durante a quimioterapia, é comum que a equipe pergunte mais de uma vez o seu nome completo e a sua data de nascimento.

Isso não acontece por falta de atenção. Pelo contrário: acontece por segurança.

Antes de cada medicação, a equipe confere informações importantes, como:

  • nome completo;

  • data de nascimento;

  • medicação correta;

  • dose correta;

  • via correta;

  • tempo correto de administração.

Esse processo pode parecer repetitivo, mas ele é essencial. Em oncologia, segurança nunca é demais.

Instalação da quimioterapia. Durante a infusão, a equipe de enfermagem permanece atenta a possíveis sintomas, desconfortos ou reações. Por isso, é importante avisar qualquer alteração, mesmo que pareça pequena.

Avise se sentir:

  • coceira;

  • falta de ar;

  • dor no peito;

  • tontura;

  • calor intenso;

  • calafrios;

  • náusea importante;

  • dor ou ardência no local do acesso;

  • qualquer sensação diferente do habitual.

Não espere “ver se passa”. Durante a quimioterapia, comunicar cedo é uma forma de cuidado.


Depois da quimioterapia: avaliação e orientações para casa.

Ao final da sessão, a equipe faz uma nova avaliação.

Geralmente são reavaliados os sinais vitais, como pressão, frequência cardíaca e temperatura. Também é perguntado como o paciente está se sentindo antes da liberação para casa.

Esse também é o momento de reforçar orientações importantes, como:

  • quais medicações usar em casa, se foram prescritas;

  • quais sintomas podem acontecer;

  • quando entrar em contato com a equipe;

  • quais sinais exigem atendimento imediato;

  • como se hidratar e se alimentar nos próximos dias;

  • quando retornar para exames, consulta ou próximo ciclo.

Essa parte é tão importante quanto a medicação, porque muitos efeitos da quimioterapia podem aparecer depois, em casa.



O primeiro dia assusta, mas você não precisa passar por ele no escuro

O primeiro dia de quimioterapia costuma ser cheio de emoções. Medo, ansiedade, insegurança e dúvidas fazem parte desse momento.

Mas quando você entende o que vai acontecer, o caminho fica menos assustador.

A informação não tira todos os desafios do tratamento, mas ajuda você e sua família a atravessarem esse processo com mais segurança, organização e acolhimento.

Por trás de cada medicação, existe uma equipe. Atenta. Presente. Humana.

E você não precisa enfrentar isso sozinho(a).

Quer se sentir mais seguro(a) antes de começar a quimioterapia?

Se você vai iniciar a quimioterapia ou está acompanhando alguém nesse processo, ter orientação especializada pode fazer muita diferença.

No acompanhamento oncológico, eu te ajudo a entender o protocolo, organizar exames e ciclos, reconhecer sinais de alerta e lidar melhor com os efeitos colaterais no dia a dia.

O cuidado começa antes da primeira medicação. Agende um acompanhamento com a Enf. Raphaela Carmo e receba orientações personalizadas para viver esse processo com mais clareza, segurança e acolhimento.

 
 
 

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